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Jornal do Concelho de Oleiros | Directora: Daniela Silva | Periodicidade: Trimestral | Novembro 2017 nº64 Ano XV
Editorial
A festa da Taça

IMG_6734.jpgO improvável aconteceu. O sorteio da terceira eliminatória da Taça de Portugal ditou como adversário da Associação Recreativa e Cultural de Oleiros, o Sporting Clube de Portugal. O destino quis que a vila de Oleiros ganhasse centralidade e Oleiros soube responder com eficácia e eficiência.

As dúvidas sobre a realização do jogo no Estádio Municipal de Oleiros foram sendo afastadas à medida que os obstáculos eram ultrapassados. A autarquia, com rapidez e rigor, respondeu às exigências da Federação Portuguesa de Futebol para que o jogo ali se realizasse. Foram instaladas bancadas amovíveis, retiradas as vedações, colocado um sistema de vídeo vigilância, novos sistemas de entrada, gabinetes de imprensa, uma sala para conferências de imprensa (situada na Residência de Estudantes) e, como o encontro ficou agendado para a noite, um considerável reforço da iluminação para que o jogo pudesse ser transmitido na Sport TV.

Contas feitas, Oleiros fez o que outros municípios não conseguiram fazer. Évora, por exemplo, permitiu que a sua equipa fosse jogar a Lisboa para defrontar o Futebol Clube do Porto. Nas duas semanas que antecederam o encontro, Oleiros recebeu pressões, notícias contraditórias, que uma relva sintética, ainda que com apenas dois jogos em cima (o piso tinha sido substituído este ano) seria prejudicial para os jogadores do Sporting Clube de Portugal, quando dias antes Andorra recebeu a seleção de todos nós num piso sintético cheio de buracos.

Neste processo cada um defendeu os seus interesses. A comunicação social também fez o seu papel. Deu centralidade a Oleiros e fez justiça à vila do Pinhal. E depois de tanto investimento, do cumprir das exigências e de tanto querer das gentes de Oleiros seria injusto que a Federação não aprovasse o estádio para a realização do encontro. A aprovação chegou, depois de vários testes. E o jogo fez-se.

 

IMG_6647.jpgAs notícias de que o Sporting não queria jogar em Oleiros, deram lugar a outras em que o clube de Alvalade era parte da solução e até abdicava, de forma nobre, das receitas que lhe cabiam neste jogo, para os Bombeiros Voluntários de Oleiros. A direção do Sporting foi recebida nos Paços do Concelho. Bruno de Carvalho entregou, perante os órgãos autárquicos e o presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Marta Soares (também presidente da Assembleia Geral do Sporting) aos Bombeiros e à autarquia camisolas assinadas por todo o plantel leonino, para que se assim o entenderem as leiloarem.

Nas ruas, as conversas e as dúvidas, deram lugar à festa da Taça. Porque a Taça de Portugal é isto. É permitir que os grandes se possam deslocar ao terreno dos pequenos. Houve festa no campo e houve festa fora dele, com as bifanas, as bebidas fresquinhas, um ecrã gigante e música até tarde.

Oleiros conseguiu dar resposta aos anseios da população. E o ambiente não podia ser melhor. Gritou-se ARCO. Gritou-se Sporting. Respirou-se civismo. Oleiros deve ser visto como um bom exemplo de que não há impossíveis e de como o futebol pode unir divergências clubísticas e políticas. De como a festa da Taça pode dar alento e ânimo às populações mais afastadas dos grandes centros.

O momento foi histórico. Fica na história do concelho. Mas deve ficar também na história do futebol português, como um exemplo eficaz de como é possível tornar os sonhos em realidade. E até dentro do campo houve golos para as duas equipas.

 

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João Carrega
 

 
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