Oleiros-Amieira
AIGP do Caniçal aprova Plano para 2026
A AIGP do Caniçal aprovou, no passado dia 22 de março, em Assembleia Geral, por unanimidade, o relatório e contas de 2025 e o Plano de Atividades para 2026. A reunião contou com a presença de 40 proprietários. A direção liderada por José Luís Afonso (e composta por António Levita Gonçalves e Paulo Silva) apresentou a situação financeira da associação, tendo em conta os valores aprovados, no valor global de 3,425 milhões de euros, resultantes do pagamento do condomínios (277 mil euros) e das verbas afetas à OIGP (3,198 milhões de euros).
Durante a reunião os proprietários foram também informados sobre a execução dos Condomínios de Aldeia. Uma intervenção que, segundo a Entidade Gestora, deveria estar quase concluída. “Contudo, as condições climatéricas provocaram algum atraso. Os trabalhos foram retomados, estando quase a terminar na aldeia do Caniçal, estando a decorrer a bom ritmo na aldeia de Eirigo. Até antes do final de abril podem ficar prontos três condomínios, com os terrenos preparados e as plantações feitas”, refere a direção da AIGP ao Oleiros Magazine.
No que respeita à OIGP, a Entidade Gestora comunicou que neste momento, estão finalizados cerca de 450 hectares de trabalhos, que contemplam as seguintes operações: “Aproveitamento de Regeneração Natural de Pinho Bravo: limpeza de matos, desbaste ou adensamento, consoante a realidade no terreno; Reabilitação de galerias ripícolas, essencialmente na limpeza e remoção de árvores mortas; Limpeza e desbaste de pinhal adulto, que não sofreu com o incêndio de 2020; e plantação de Pinho Bravo, num total de 70 hectares e mais de 60 mil pinhos bravos plantados, neste mês de março”.
Segundo foi referido na Assembleia Geral, “a Entidade Gestora conta ter dentro de mais um mês, ou seja, em finais de abril, cerca de 50% da área executada, por forma a cumprir com os compromissos assumidos com as autoridades governamentais”.
Foi comunicado a todos os proprietários presentes, mas também pelos meios de comunicação da Entidade Gestora com todos, que devem nos próximos tempos ter atenção ao seguinte: Quem não terminou o processo de georreferenciação dos seus terrenos, ou não iniciou, deve concluir os levantamentos o mais rápido possível, de preferência até final de maio, para tentar que os mesmos possam ainda ser alvo de investimento e apoio a 20 anos para a gestão; Recolha de lenhas tombadas pela Tempestade ou resultado de desbaste de pinhal adulto, deve ser feita rapidamente; e todos os proprietários devem acelerar o seu processo de contratualização com a Entidade Gestora, para a intervenção em curso e igualmente para decidir o formato de gestão a 20 anos.
De registar a boa adesão dos proprietários à reunião, bem como a participação ativa e preocupada de todos, defendendo o melhor para o projeto e para as suas propriedades, com vista à valorização do território e resiliência do mesmo.