Editorial
Olhar para o futuro e fazer exigências
Como se já não bastasse o drama dos incêndios florestais que, ciclicamente afetam o concelho de Oleiros, o ano de 2026 começou com um cenário de
mau tempo, onde a depressão Kristin, com ventos superiores a 100 km/h, deixou um rasto de destruição enorme e muitas freguesias às escuras, sem energia elétrica, nem comunicações.
De 27 para 28 de janeiro a noite foi horrível e destruidora. Nas primeiras horas da manhã de 28 de janeiro foi ativada a “Comissão Restrita da Comissão Municipal de Proteção Civil para avaliar as situações que foram reportadas, desde queda de árvores, cortes de estradas, um incêndio em zona industrial, pessoas isoladas, danos em edifícios, falta de eletricidade e telecomunicações”, explica a autarquia.
Nessa mesma manhã, às 9h00, foi “acionado o Plano Municipal de Proteção Civil, que envolve Juntas de Freguesia, Instituições de Solidariedade Social, GNR, Bombeiros Voluntários, entre outros agentes de Proteção Civil”.
A tempestade voltou a colocar à prova a capacidade de resposta do concelho, onde as pessoas surgiram em primeiro lugar. Aliás, a prioridade da autarquia foi no sentido de apoiar as famílias, sendo que as quebras de energia elétrica e de comunicações criaram dificuldades acrescidas. Numa fase posterior, e para a apresentação de candidaturas, também o Município se mostrou aberto a apoiar os cidadãos.
É verdade que já passaram quase dois meses da fatídica madrugada. Mas os danos provocados e o susto por que passou a população, ainda estão na memória de todos. Agora, tal como acontece no pós-incêndios importa olhar para o futuro. Mas, acima de tudo, há que exigir ao Governo que dê uma resposta clara e objetiva e que apoie as populações e a autarquia na recuperação do que ficou danificado, bem como na limpeza da floresta. Resiliência é coisa que não falta aos oleirenses, mas não podem continuar a ser utilizados dois pesos e duas medidas no apoio. Afinal, todos somos portugueses.