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Jornal do Concelho de Oleiros | Directora: Daniela Silva | Periodicidade: Trimestral | Agosto 2020 nº75 Ano XVI
Crepes auguram prosperidade
Na Chandeleur, ou o Inverno morre ou ganha vigor

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No dia 1 de fevereiro, houve crepes à descrição na Escola. Os alunos de Francês do 3.º ciclo e 10.º ano de Humanidades comemoraram "La Chandeleur", uma tradição francesa que vem já de tempos muito antigos, mas que ainda se mantém anualmente quando passam 40 dias do Natal.

Para assinalar a data, a escola foi decorada com as cores do país e uma banca de crepes recriou o ritual que, segundo a lenda, traz prosperidade e boa sorte para o ano que começa.

As origens

Antes do Cristianismo, esta festa era conhecida como a "Festa do Fogo" porque marcava o final dos dias curtos e escuros de inverno e assinalava o início de um novo ciclo que se queria de prosperidade e esperança na chegada da primavera. A Chandeleur era sinónimo de bênção da terra para as plantações que se iriam fazer.

A palavra vem do Latim "Candelarium", que em Português significa "Candelário", uma corda coberta de cera, ou vela.

Com a chegada do Cristianismo, esta festa adquiriu um novo sentido religioso, correspondendo à apresentação do Menino Jesus no Templo.

Porquê o crepe?

Reza a lenda que no século V havia em Roma um papa que distribuía crepes aos peregrinos. O formato circular e amarelado do crepe faz referência ao sol que é um elemento essencial para a vida.

Uma tradição medieval manda guardar o primeiro crepe no armário para que a colheita seja abundante. E acrescenta que, ao virar o crepe com a mão direita, deve ter-se algo de ouro na mão esquerda e ao girar o crepe, ele deve cair perfeitamente de volta na panela, já que, segundo a crença, isto traz prosperidade para o ano.